Arquivo para Setembro 13th, 2008

13
Set
08

1ª BIG movimenta a cultura de BH

Por João Guilherme Arruda e Natália Matheus

A Bienal Internacional do Graffiti – BIG, realizada entre os dias 30 de agosto e 7 de setembro, mostrou as diversas formas de arte existentes na sociedade contemporânea. A BIG desmistificou e mostrou que a experiência de vida e cultura de uma parte da população é capaz de criar obras de arte de qualidade.

Misturas de cores, idéias e criatividade transformam telas, muros, monitores, máquinas de escrever, carros, dentre outros objetos em uma maneira de expressar toda a arte existente dentro de cada grafiteiro.

O artista do graffiti Rodrigo da Silva, 31 anos, mais conhecido entre os amigos como Bola, diz que a experiência como pichador na adolescência serviu como motivação para transformar o vandalismo em arte. “Ser pichador dá uma emoção no início de poder se comunicar com outros amigos e mostrar o ato de perigo que teve que realizar para pichar. Mas o risco de cair de um lugar alto, ser pego pela polícia e ver o pai e a mãe te tirar da cadeia faz com que isso não valha a pena”, afirma o artista.

Aos 12 anos de idade Bola desenhava e aprimorava a habilidade com o papel e o lápis. A pichação foi o próximo passo, porém por pouco tempo. Agora ele é pintor profissional e grafiteiro. Faz também grafitagem por encomenda nos finais de semana e nas horas vagas, além de trabalhar de 8h às 18h em uma empreiteira  como pintor.

Arte x Falta de conhecimento

Durante 45 minutos acompanhamos Bola fazer uma arte em muro da Serraria Souza Pinto. Um segurança do evento abordou o artista e disse que ele não poderia continuar pichando naquele local. Rodrigo tentou em vão explicar que estava realizando um trabalho de arte e foi convidado a comparecer, com o segurança, na sala da organização do evento.

 Após cinco minutos de conversa o artista foi liberado para continuar a arte. O segurança foi repreendido pela organização por não reconhecer como arte o trabalho do grafiteiro. “Está vendo o que acontece com gente. A sociedade ainda nos trata como marginais. Não sabem observar, reconhecer e admirar a arte produzida pelos grafiteiros“, disse Rodrigo.

Público comparece em peso

A Bienal Internacional de Graffiti 2008 superou as expectativas segundo os organizadores. O público ultrapassou o número de 1.750 alunos cadastrados, além dos muitos visitantes que lotaram a Serraria Souza Pinto, mas não foram contabilizados pela organização. Foram 28 shows, 4 exposições, 5 seminários e vários artistas circulando pela Bienal onde era fácil assistir a finalização de uma arte. Mas quem perdeu a BIG não precisa desanimar, pois em Belo Horizonte é fácil encontrar em muros, fachadas e telas o trabalho dos grafiteiros. Até a próxima Bienal Internacional do Graffiti 2009!

13
Set
08

BIG- A 1ª BIENAL INTERNACIONAL DE GRAFFITI MOSTRA ARTE E CULTURA

A palavra Graffiti vem do Italiano “Graffiare” que significa arranhar . Indica uma técnica de incisão em muro que consiste em trazer à tona o fundo escuro por traz da argamassa branca. A palavra foi utilizada para designar desenhos rupestres da pré-história e nas cidades da antiguidade. Sua conotação inicial foi pejorativa  e  esteve ligada à pichação. O grafite hoje é uma forma de cultura nascida nas favelas e periferias – uma forma de expressão para as camadas sociais mais prejudicadas e sem espaço de manifestação. O reconhecimento do graffiti como arte possibilitou aos  seus  adeptos e seguidores divulgar seus trabalhos de uma forma menos preconceituosa.  A primeira Bienal Internacional do Graffiti foi uma exposição que aconteceu em Belo Horizonte entre os dias trinta de Agosto e sete de Setembro. Com o intuito de mostrar as várias facetas da arte, a  programação incluiu exposições, seminários e interatividade nas ruas da capital. Para quem perdeu, as informações sobre o evento estão no  Site oficial da Bienal.
Foram oito dias que o público da capital mineira teve acesso ao melhor da cultura popular e suas influências no cenário da cidade. Fotos
A exposição contou com obras de artistas de todo o mundo. Um deles foi gaúcho Luiz Flávio Trampo, artista há dez anos. (Veja aqui o Site dele.) E o paulista Rogfer de Jesus, conhecido na Europa que trouxe ao Brasil novas técnicas de pintura.

Links Relacionados :
http://www.graffiti.org/
http://www.graffiti.org.br/

Por Rúbia Lisboa e Marcelo Rocha

7º período de Jornalismo Una