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05
Dez
08

Como maio de 68 mudou o jeito de levar a notícia para o ouvinte

Por João Guilherme Arruda e Natália Matheus

Em maio de 1968 muita coisa aconteceu e mudou o rumo da história de muitas pessoas em todo o mundo. Zuenir Ventura, conta em seu livro “1968 – O ano que não terminou” o que aconteceu no Brasil, mais necessariamente no Rio de Janeiro.

A liberdade de expressão e de ir e vir das pessoas foram cerceadas pelos militares. A política pública usada na época para conter qualquer tipo de informação levada ao povo era a força. Muitas pessoas fora mortas, torutras e ainda estão desaparecidas.

Os jovens queriam ter a liberdade sexual, de pensamento e de expressão. O modelo conservador dos governantes consideram aquele movimento um ultraje ao modelo familiar tradicional e quis impedir de qualquer forma o seu fortalecimento.

Belo Horizonte um forte canteiro de jovens desafiadores

A capital mineira por ser muito jovem tinha em maio de 68 uma grande quantidade de jovens influentes na música, jornalismo e política. Dois desses jovens Ricardo Parreiras e Paulo Bastos trabalhavam na Rádio Inconfidência que se localizava na Feira Permanente de Amostra, onde hoje fica a Rodoviária.

“Era muito difícil trabalhar naquela época, tínhamos medo do companheiro ao lado ser um X9, um delator e nos entregar para os militares”, conta o jornalista Paulo Bastos.

Por sua vez Ricardo Parreiras diz que era complicado escolher as palavras corretas para colocar em uma matéria e mostrar ao censor. Na maioria das vezes o jornal era gravado para depois lecarmos as laudas para os censores avaliarem. E se caso estivem em desacordo, éramos obrigados a gravar tudo de novo.

Segundo os dois profissionais que ainda trabalham na Rádio Inconfidência, a influência dessa visão política na censura dos jornais ainda prevalece hoje porém modificada.

Vivemos em uma realidade onde a publicidade é quem manda dentro de uma redação de jornal. Se um jornalista, por mais que a matéria seja de extrema relevância e interesse público, porém ela vai manchar a imagem de um grande anunciante do veículo, corre o risco da matéria cair.

Isso faz com que os profissionais de hoje utilizem muito da auto-censura. “É comum você ver um jornalista refletir muito para escrever uma matéria que manche a imagem de um grande anunciante”, diz Ricardo Parreiras. Essa nova forma de censura é que faz com que os jornais repitam sempre as mesmas histórias.

Depoimento de Ricardo Parreiras

Depoimento de Ricardo Parreiras e Paulo Bastos

18
Nov
08

Bandas independentes buscam sucesso na noite de BH

Por Natália Matheus e João Guilherme Arruda

Seguindo os mesmos passos do grupo Skank, Sepultura e acrescentando alguns passos próprios é fácil encontrar pelos bares da capital a banda Vandaluz. A banda começou em 2006 em Patos de Minas, a 415 quilômetros da capital. Em 2007 lançaram de forma independente o primeiro álbum da banda. Trouxeram o grupo para Belo Horizonte e desde então percorrem os bares e festivais de música no interior do estado. “As apresentações são marcadas por performances teatrais, poesia e é claro, música” diz o baterista Ciro Nunes. Além do Ciro a banda é formada por mais quatro aventureiros que abandonaram casa e família. Publicitários e advogados de acordo com o diploma mas músicos segundo o coração. O guitarrista Nilo Fonseca repete o slogan da banda “queremos apenas mudar o mundo e já que não somos eternos, que seja por um segundo”. Há cinco meses longe de casa acreditam que o destino será bondoso com eles e ninguém ali tem medo de trabalho.

 

Além da banda Vandaluz que segue a tendência do rock progressivo, os integrantes também se apresentam com a banda Cavalo de Pau-Creedence Cover que fez sua estréia na madrugada do dia 2 de novembro em BH. “No início é assim mesmo, para comer a gente topa qualquer coisa” reforça o guitarrista. O grupo aproveita o que a internet oferece de melhor para divulgar as bandas como podem. Com um publicitário na banda ficou fácil desenvolver um myspace (site gratuito muito utilizado por músicos e outros artistas) com filmagens e fotos, além das próprias músicas. As gravações são feitas com a ajuda de amigos em estúdios com preços acessíveis. Os shows são marcados através da velha e boa comunicação face a face, desse jeito eles divulgam a banda e aos poucos começam a fazer parte do circulo social freqüentado pelos donos da noite de BH.

Cavalo de Pau faixa 01

11
Nov
08

Projeto Luthier realizou uma breve apresentação em BH

Por João Guilherme Arruda e Natália Matheus

 O projeto Luthier realizou uma breve apresentação em BH durante o 4º Encontro Anual de Gerenciamento de Projetos. O Encontro, que aconteceu no hotel Ouro Minas Palace nos dias 03 e 04 de novembro, fechou com chave de ouro e boa música. E nós estávamos lá para registrar essa breve passagem.

O projeto

O projeto “Luthier – Arte, Ofício e Cidadania” foi desenvolvido no município de Barão de Cocais e idealizado e pelo luthier – denominação para a pessoa que fabrica instrumentos de cordas – Pedro Alexandrino.  O grupo de violeiros é formado por 32 jovens em idade entre 11 e 21 anos, que até dezembro deste ano construirão suas próprias violas. As aulas práticas e teóricas sobre todo o processo e o contexto que envolve a construção de violas e violões são ministradas em um ateliê montado na Fazenda Soledade, uma propriedade cedida pela Prefeitura de Barão de Cocais. As aulas de lutheria são realizadas quatro vezes por semana, cinco horas por dia e os alunos contam ainda com alimentação gratuita.

O trabalho de um luthier era considerado, na idade média, uma função tão nobre que a pessoa designada para exercer essa função dormia no mesmo palácio onde residia o senhor feudal ou nobre. Tal profissão não manteve o mesmo status até os dias atuais, mas ajudou para que o projeto Luthier conseguisse alcançar seu objetivo inserindo socialmente jovens carentes.  

16
Set
08

Tecnologia ajuda jornalista na execução do trabalho

O Delicious tem como função primordial ser um organizador de qualquer tipo de informação.  Por meio dele, as pessoas cadastradas conseguem por tags (palavras-chaves) buscar por um determinado assunto. Nos dias atuais a facilidade de encontrar informações é enorme, porém existem várias maneiras de buscar e disponibilizar tais conhecimentos.

A internet por seu um meio ainda a ser explorado oferece bilhares maneiras de se formar e informar é um suporte muito explorado e usado pelo jornalistas atuais. Em uma palestra no Centro Universitário UNA, o Diretor Geral do Estado de Minas, Edson Zenóbio, disse que o jornalista atual tem que ser mutimídia.

A função de jornalista vive de glamour há muito tempo. Porém isso não garante com que o profissional seja capacitado para exercer tal função na contemporaneidade. Por meio de ferramentas como Delicious, MSN, Orkut, Blogs dentre outras fica fácil conseguir informação.

O Delicious como um organizador de informações onde um jornalista pode adicionar no “livro de marcações” (Bookmark) as informações referentes à editoria que trabalha para facilitar a busca por pesquisa ou apuração em site de concorrentes sobre matérias já publicadas. Isso faz com que o profissional ganhe tempo na pesquisa de uma matéria.

Folksonomia é classificador das palavras-chaves (tags) mais usadas por pessoas que postam qualquer tipo de informação em sites, blogs dentre outros na intenet. O termo Folksonomia refere-se á criar relação entre coisas, neste caso, relação entre as tags com o conteúdo publicado na internet.

Juntos o Delicious com Folksonomia, servem com referência para direcionar o jornalista para um caminho mais rápido e fácil para pesquisa e/ou apuração inicial de uma pauta. Dominar ou tentar conhecer um pouco das ferramentas disponíveis e mais usadas no dia-a-dia faz com que o profissional tenha um diferencial forte.

Não falo que conhecer profundamente o Delicious e o Folksnomia sejam de extrema importância e únicos para a carreira jornalística, porém torna-se um aliado ao jornalista que os conhecem. No jornalismo diário conseguir rapidamente um informação ou apuração, faz com que o profissional tenha um ganho de tempo enorme, conseguindo assim cumprir suas pautas.

Mas deixo um recado para colegas de estudo e de profissão, não se esqueçam de ir para a rua entrevistar e buscar mais informações no locais com pessoas reais. Sempre que buscarem informações via internet preocupem-se em apurar a informação para publicar e corroborar com informação errada. Temos que conciliar mundo virtual com real.

13
Set
08

1ª BIG movimenta a cultura de BH

Por João Guilherme Arruda e Natália Matheus

A Bienal Internacional do Graffiti – BIG, realizada entre os dias 30 de agosto e 7 de setembro, mostrou as diversas formas de arte existentes na sociedade contemporânea. A BIG desmistificou e mostrou que a experiência de vida e cultura de uma parte da população é capaz de criar obras de arte de qualidade.

Misturas de cores, idéias e criatividade transformam telas, muros, monitores, máquinas de escrever, carros, dentre outros objetos em uma maneira de expressar toda a arte existente dentro de cada grafiteiro.

O artista do graffiti Rodrigo da Silva, 31 anos, mais conhecido entre os amigos como Bola, diz que a experiência como pichador na adolescência serviu como motivação para transformar o vandalismo em arte. “Ser pichador dá uma emoção no início de poder se comunicar com outros amigos e mostrar o ato de perigo que teve que realizar para pichar. Mas o risco de cair de um lugar alto, ser pego pela polícia e ver o pai e a mãe te tirar da cadeia faz com que isso não valha a pena”, afirma o artista.

Aos 12 anos de idade Bola desenhava e aprimorava a habilidade com o papel e o lápis. A pichação foi o próximo passo, porém por pouco tempo. Agora ele é pintor profissional e grafiteiro. Faz também grafitagem por encomenda nos finais de semana e nas horas vagas, além de trabalhar de 8h às 18h em uma empreiteira  como pintor.

Arte x Falta de conhecimento

Durante 45 minutos acompanhamos Bola fazer uma arte em muro da Serraria Souza Pinto. Um segurança do evento abordou o artista e disse que ele não poderia continuar pichando naquele local. Rodrigo tentou em vão explicar que estava realizando um trabalho de arte e foi convidado a comparecer, com o segurança, na sala da organização do evento.

 Após cinco minutos de conversa o artista foi liberado para continuar a arte. O segurança foi repreendido pela organização por não reconhecer como arte o trabalho do grafiteiro. “Está vendo o que acontece com gente. A sociedade ainda nos trata como marginais. Não sabem observar, reconhecer e admirar a arte produzida pelos grafiteiros“, disse Rodrigo.

Público comparece em peso

A Bienal Internacional de Graffiti 2008 superou as expectativas segundo os organizadores. O público ultrapassou o número de 1.750 alunos cadastrados, além dos muitos visitantes que lotaram a Serraria Souza Pinto, mas não foram contabilizados pela organização. Foram 28 shows, 4 exposições, 5 seminários e vários artistas circulando pela Bienal onde era fácil assistir a finalização de uma arte. Mas quem perdeu a BIG não precisa desanimar, pois em Belo Horizonte é fácil encontrar em muros, fachadas e telas o trabalho dos grafiteiros. Até a próxima Bienal Internacional do Graffiti 2009!