Arquivo do Autor para marceloofgod

09
Dez
08

1968 – Belo Horizonte e seus lugares

belohorizontefotosantigas_003No ano de 1968 a cidade de Belo Horizonte completava seus setenta e um anos de vida.  Pouco para uma metrópole que crescia muito e rapidamente. Sua posição geográfica se consolidava como estratégica para o transporte da produção das indústrias na região sudeste. Belo Horizonte está localizada no centro da região e faz a ligação rodoviária com outros centros do país. Os produtos industrializados, que utilizavam as estradas como o meio de escoamento da produção, tinham que passar pela cidade.  Com isso, o desenvolvimento da cidade estava muito acelerado e sua população também aumentava bastante.

A cidade acompanhava estas transformações e a construção estava estimulada por um grande número de novos habitantes que precisava de moradia e de estabelecimentos. Comércio e Serviços precisavam atender à uma nova horda de moradores. Lojas de departamentos, lanchonetes e restaurantes, oficinas de automóveis, lavanderias, bancos, casas de shows e teatros, fábricas: Belo Horizonte respirava a modernidade. A Avenida do Contorno, batizada com este nome por circular a cidade, não  comportava mais  ser os limites da metrópole. A cidade se expandia por todas as direções e novos bairros surgiam. E suas montanhas foram rasgadas e habitadas: muitos bairros têm ruas íngrimes – Serra, Cruzeiro,  Mangabeiras, Gutierrez, Grajaú, São Lucas, Sion, Santo Antônio. Uma característica marcante da geografia da cidade.
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A sociedade belo-horizontina recebia com agrado as novas construções e com elas pontos de encontro para lazer, comércio e cultura eram criados. Cinemas como o Palladium, Brasil, Jacques (onde está hoje o shopping Cidade), Metrópole: todos no centro da cidade. O circuito de arte que incluia o cine Odeon, Roxy e o Pathé – este último o mais conceituado por passar os filmes mais recomendados pela crítica.  O Ted´s e o Xodó, primeiros fast-food da cidade, eram os locais de encontro para uma classe média com fome e sede de consumo. Os teatros Marilia, Imprensa e o Francisco Nunes, este no parque municipal, trouxeram as opções para as peças de teatro e shows musicais. A cidade se revelava como uma fonte de boa cultura para o resto do país. Na trilha do Tropicalismo baiano,  o Clube da Esquina começava a ser formado.  Belo Horizonte também forneceria bons escritores e autores – alguns se mudariam da cidade com o sucesso adquirido nacionalmente – o destino era o eixo Rio – São Paulo. O Edifício Maleta – um conjunto de apartamentos residenciais com salas comerciais  e sua ainda viva Cantina do Lucas – funcionava como um ponto de encontro para os novos intelectuais que a cidade produzia.2169900976_0bbf1d649b_o

O comércio já possuía grandes lojas de departamentos – a Embrava, Empresa brasileira de departamentos, se destacava no centro da cidade com um imponente prédio (hoje a empresa VIVO). Mais tarde surgiria a Sear’s – no local onde funcionaria anos depois o hoje extinto shopping Bahia.  O bairro Mangabeiras também começou a surgir e logo ficou valorizado pela classe alta, que nele optou por construir ali as melhores casas da cidade. A pizzaria Degrau, no alto da Avenida Afonso Pena, foi um marco de espaço onde passou uma juventude ávida por novidades – as garotas da cidade ficavam em sua porta enquanto os pretendentes desfilavam em seus fuscas e corcels – os carros da época.

A incidência da  violência e de assaltos era bem menor  do que hoje.belohorizontefotosantigas_0021 Era comum e normal as pessoas deixar seus carros pernoitar na rua. Não se tinha tanto medo de sair a pé pelas ruas da cidade, mesmo à noite, e as pessoas circulavam com  menos temor  de ladrões e outros delinqüentes.
Belo Horizonte era uma cidade que a industrialização e o crescimento econômico moldavam. Mas que mantinha as tradições de um povo hospitaleiro e acolhedor. E com muito boa comida.

Por Marcelo Rocha, Natália de Sá, Flávia Marques e Rúbia Lisboa.

21
Out
08

Viver e não ter a Vergonha de ser feliz

16
Set
08

A folksonomia : ferramenta de categorização de palavras-chaves

A Internet vem introduzindo vários novos conceitos no mundo atual. Um dos que está sendo mais utlizado  é a folksonomia, ou a capacidade de várias pessoas categorizarem conteúdo utilizando palavras-chaves ou tags.

Pegue uma unidade de conteúdo ou objeto, como, por exemplo, uma foto. Associe palavras-chaves à ela e deixe que outros façam o mesmo. Com o volume e várias pessoas associando as mesmas palavras a um mesmo objeto observamos o “peso” das palavras-chaves. Quanto mais pessoas fizerem a mesma associação, mais relevante é a palavra-chave.

Esse modelo talvez seja apenas o começo do que pode se tornar a folksonomia.

O delicious é uma ferramenta  que também  vem facilitar e aglutinar endereços de sites. Na atividade jornalística propriamente dita,  o site organiza e reune os enderços que o autor acha que são os melhores para uma boa pesquisa jornalística.  Na verdade, essa seleção é uma escolha que também pode excluir boas fontes que não foram selecionadas.

A folksonomia está no delicious e é uma das boas referências paaaara o uso do site.  Com as tags,  os jornalistas poderão achar contéudos com maior facilidade e rapedez, economizando tempo para a produção de conteúdos.

Se gundo  Flávio Seixas, analistas de sistemas, temos duas dimensões (objeto e palavra-chave) e um sujeito (pessoas). Com isso conseguimos um resultado (categorização) com uma variável (peso).

objeto + palavra-chave = categorização

(objeto + palavra-chave) x peso = categorização relevante

Ele ainda  imagina um modelo mais avançado para a folksonomia. Um modelo que considere três dimensões e não apenas as duas dimensões iniciais, objetos e palavras-chaves. Imagine acrescentar a essa formula a dimensão da conexão entre palavras-chaves. Imagine palavras-chaves com alguma relação em comum.

“arco-íris” e “colorido” estão, do ponto de vista do significado, eternamente associadas. Podemos dizer o mesmo de “formula1″ associado a “carros”. Já não poderíamos tirar a mesma conclusão de “carros” associado a “formula1″ já que nem todo carro é um Formula 1.

“O ponto que quero chegar é se podemos extrair significado da folksonomia como ela é hoje se simplesmente adicionarmos ao modelo a conexão de palavras-chaves.”, finaliza  Flávio.

www.delicious.com/marceloofgod

13
Set
08

BIG- A 1ª BIENAL INTERNACIONAL DE GRAFFITI MOSTRA ARTE E CULTURA

A palavra Graffiti vem do Italiano “Graffiare” que significa arranhar . Indica uma técnica de incisão em muro que consiste em trazer à tona o fundo escuro por traz da argamassa branca. A palavra foi utilizada para designar desenhos rupestres da pré-história e nas cidades da antiguidade. Sua conotação inicial foi pejorativa  e  esteve ligada à pichação. O grafite hoje é uma forma de cultura nascida nas favelas e periferias – uma forma de expressão para as camadas sociais mais prejudicadas e sem espaço de manifestação. O reconhecimento do graffiti como arte possibilitou aos  seus  adeptos e seguidores divulgar seus trabalhos de uma forma menos preconceituosa.  A primeira Bienal Internacional do Graffiti foi uma exposição que aconteceu em Belo Horizonte entre os dias trinta de Agosto e sete de Setembro. Com o intuito de mostrar as várias facetas da arte, a  programação incluiu exposições, seminários e interatividade nas ruas da capital. Para quem perdeu, as informações sobre o evento estão no  Site oficial da Bienal.
Foram oito dias que o público da capital mineira teve acesso ao melhor da cultura popular e suas influências no cenário da cidade. Fotos
A exposição contou com obras de artistas de todo o mundo. Um deles foi gaúcho Luiz Flávio Trampo, artista há dez anos. (Veja aqui o Site dele.) E o paulista Rogfer de Jesus, conhecido na Europa que trouxe ao Brasil novas técnicas de pintura.

Links Relacionados :
http://www.graffiti.org/
http://www.graffiti.org.br/

Por Rúbia Lisboa e Marcelo Rocha

7º período de Jornalismo Una